Cornélio Procópio- O Fomento Paraná de Cornélio abre oportunidades para o micro empreendedor, com facilidades de linha de crédito para iniciar ou ampliar seus negócios. Trazendo recursos que vem do Estado, os gestores aplicam na cidade, gerando renda e empregos. O agente de crédito Valmir Dias, premiado como agente na abertura de microcréditos, explica algumas das possibilidades deste programa. “São eles: linhas de microcrédito com faturamento de até R$360.000,00. Também existe a linha juro zero essa modalidade com empréstimo de até R$4.000,00, para famílias cadastradas no Programa do Estado “Família Paranaense”, explica. A novidade do programa é a “linha caminhoneiro”, para aqueles que precisam fazer investimentos em caminhões na troca de pneus, carroceria, motor, etc. O valor desta linha é de R$30.000,00. Com parceria do SEBRAE o crédito é orientado de acordo com analise do cliente. Belém lembra que pessoas com débitos poderão renegociar suas dívidas e em seguida com juros reduzidos voltar ao programa. “A gestão do prefeito Amin Hannouche vem mudando e transformando a realidade do município, através da Casa do Empreendedor, a cidade vem ocupando a 7ª posição no ranking de liberação de créditos do Paraná”, disse Valmir, agradecendo também na oportunidade o secretário de Desenvolvimento Econômico, Celso Marin, por toda a estrutura e trabalho desenvolvido.

Para mais informações procurar a Casa do Empreendedor na Rua Mato Grosso, 110, ao lado da Casa de Cultura.

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Evento tem apoio do Interact Clube, da ONG E-letro e Semagri e foi realizado neste final de semana

Cornélio Procópio – Foi realizada recentemente, a 2ª edição do programa “Coleta Lixo Eletrônico”. Promovida pela Prefeitura do Município, através da Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, e apoio do Interact Club e Ong E-letro, o evento movimentou a Praça Brasil no último sábado e centenas de pessoas foram descartar diversos tipos de produtos eletrônicos inservíveis. Segundo o Secretário de Agricultura , Abastecimento e Meio Ambiente, Cristiano Leite Ribeiro, a promoção foi realizada das 9 horas e às 17 horas. De acordo com Leite, as pessoas puderam se desfazer de materiais eletrônicos que já não utilizam, como aparelhos de DVD, Fax, Som, Controle Remoto, Aquecedores, Ar condicionado, Baterias de Celular, Cabos, Caixas de Som, Carregadores, CD-ROM, Celulares, Centrais Telefônicas, Chapinhas, Computadores, Placas Mãe, Conectores, Copiadores, CPU, Disco Rígido, Estabilizadores, Eletrodomésticos, Fios, Fontes, Impressoras, Máquinas Fotográficas, Memórias, Modem, Monitores, Mouse, No Breasks, Notebooks, Pen Drives e Similares. Como ocorreu na primeira edição, a equipe não recolheu pilhas e lâmpadas. “Mais uma vez a população procopense atendeu a nossa campanha. O prefeito Amin Hannouche parabenizou a iniciativa e a todos que levaram estes materiais para serem descartados de acordo com as recomendações internacionais”, concluiu o Secretário Cristiano Ribeiro. (Comunicação/Prefeitura)

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Periodicamente este trabalho é realizado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento para descarte

Cornélio Procópio – A Prefeitura do Município de Cornélio Procópio, através da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, recolheu recentemente 1.500 pneus descartados por borracharias da cidade e um pequeno volume deixado de forma irresponsável na estrada que liga Cornélio Procópio ao distrito de Congonhas pelo Conjunto José Benedito Catarino. Segundo o Secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Cristiano Leite Ribeiro, eles serão encaminhados para a Reciclanip, considerada uma das maiores iniciativas da indústria brasileira na área de responsabilidade pós-consumo. “O trabalho de coleta e destinação de pneus inservíveis realizado pela entidade é comparável aos maiores programas de reciclagem desenvolvidos no país, em especial, o de latas de alumínio e embalagens de defensivos agrícolas”, explicou Cristiano Ribeiro. Ele lamentou que ainda existam pessoas que descartam estes pneus às margens de rodovias ou em bairros próximos da zona rural de Cornélio Procópio. Ribeiro observou ainda que através da Cadeia de Logística Reversa, cerca de 6.500 pneus já foram recolhidos e outros 3.996 pneus inservíveis de Cornélio Procópio encaminhados para terem destinação ambientalmente correta. O Secretário destacou que o prefeito Amin Hannouche sempre cobrou ações firmes na destinação dos pneus inservíveis na cidade. “Nós procuramos os projetos que cuidam desta área e esta parceria com a Reciclanip tem sido muito positiva”, disse. No Brasil, uma parte dos pneus inservíveis é reaproveitada de diversas formas, depois de ser moída e separada dos demais componentes do pneu, especialmente do aço, que também é reutilizado. Entre os produtos que reutilizam a borracha estão solados de sapato, materiais de vedação, dutos pluviais, pisos para quadras poliesportivas, pisos industriais e tapetes para automóveis. A borracha moída e separada também é misturada ao asfalto para uso em pavimentação, gerando o asfalto borracha, que apresenta importantes vantagens. A maioria é, no entanto, queimada como combustível alternativo nas indústrias de cimento. (Comunicação/Prefeitura)

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No centro da cidade uma praça. Uma praça no centro da cidade.

Realidades incontestes em todas as cidades a partir de sua formação: se não uma praça no centro, infalivelmente uma igreja, ou ainda as duas juntas.

Cornélio Procópio não teve esse conjunto. A praça está no centro e a Igreja um pouco mais acima, mas incontestavelmente eram os dois grandes, e únicos, locais de concentração de massa da cidade.

No logradouro, o infalível ‘footing’ dos finais de semana. Apreciar aquela procissão de gente indo e vindo era minha diversão também. Ali se via de tudo: casais de braço dado, casais em duplas, buscando ou se oferecendo, e outros que ficavam postados fixamente em lugar estratégico com o intuito de ver todo mundo passar. Claro, se havia desfile teria que ter platéia. Assim era o footing na Praça Brasil nos anos 60.

Nesse vai e vem prevaleciam os sinais, facilmente entendidos entre eles. Ao passar, pretendente dele ou dela esboçava um sorriso e lançava uma piscada de olho. Era um flerte, um xaveco, sinal de paquera. Geralmente por iniciativa dele, aceno como esse era uma manifestação de pretenso namoro. Ou pelo menos chegar para “se conhecerem melhor”.

Pelo lado dela havia também um sinal de concordância ou de recusa. Se ao detectar o aceno do pretendente ela igualmente esboçasse um sorriso era sinal de consentimento e bastava colocar o dedo indicador na face do rosto, como quem estaria dizendo “estou livre”. Se não, seriam dois dedos no rosto (indicador e médio) numa demonstração de “sou comprometida”.

Era grande a população de jovens procopenses desta época que freqüentava a paquera da Praça Brasil. O footing se dava exatamente no quarteirão da avenida quinze de novembro, interditado ao trânsito todas as noites de domingo. Mas também se estendia pelos arredores e círculos centrais do largo. Gente fixa, gente em movimento, cada um com seu hobby de comer pipoca, pé de moleque, cocada, algodão doce ou mascar chiclete de bola. E o movimento apertava quando terminava a ’reza’ na igreja matriz ou a sessão de cinema.          

Bem à moda da época, as moças eram comportadas, a partir de seus trajes, como vestido ou saia abaixo do joelho. Quando muito um modelo rodado com bainha de babados abaixo ou com alças acima. Nada de mostrar parte do corpo como sensualidade. Já os rapazes trajavam a moda em voga na época como camisa xadrez e calça larga com barra boca de sino. Os mais recatados ainda exibiam manga comprida e colarinho, abotoados.

Creio que todos nós lembramos de algum logradouro público da nossa cidade natal como espaço que marcou determinado momento de nossas vidas. E são muito boas (e saudáveis) essas lembranças que vêm à tona quando nos permitimos a um devaneio de uma época em que fomos protagonistas.

Hoje a estampa é completamente outra. O footing agora é de carro ou moto pelas ruas da cidade e não há mais paquera. Mas a praça continua lá, intrépida, sem ver os piscares de olhos ou sorrisos sorrateiros de ontem. Quando visitamos essas praças, como não lembrar os versos de Ronnie Von: “a mesma praça, o mesmo banco, as mesmas flores, o mesmo jardim”.

Saudade daqueles tempos que assistiram minha juventude e contribuíram para minha envergadura. Uma noite dessas ainda hei de sentar num daqueles bancos, recatado, só no meu pensamento, para ver passar, em filme, essas emoções de outrora, que nem a velocidade do tempo há de apagar.

Por Athayde Alves 

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